breve histÓrico - fundaÇÃo da arpr

Ricardo Fassio - De vítima à presidencia de uma OSCIP
A vida do empresário de informática e estudante de Direito, Ricardo Fassio, dividiu-se em 21 de agosto de 1999, quando, durante uma tentativa de assalto à sua empresa, recebeu na cabeça o disparo de uma arma de calibre 9mm.
Em choque, com grande perda de sangue e fluídos encefálicos, Ricardo foi socorrido e operado em caráter de emergência sob risco de morte iminente.
Seguiu-se um quadro de coma profundo, durante o qual o prognóstico era de tetraplegia e sequelas graves. Sem falsas esperanças, sua família aguardava, em profunda comoção, a notícia do óbito.
Milagrosamente, o empresário despertou do coma cêrca de uma semana depois do crime e disparou numa corrida insana pelos corredores do hospital, até ser controlado pelos atendentes e enfermeiros.
Sua espantosa recuperação surpreendeu a médicos e familiares. Sem sequelas físicas, apesar da gravidade dos ferimentos, Ricardo sofreu perda da memória de longo prazo, em virtude da perda de massa encefálica e iniciou um longo período de readaptação física e social.
Enquanto reaprendia a ler e escrever, ouvia os relatos sobre sua vida, como se pertencessem ao passado de outra pessoa. Parentes próximos eram para ele carinhosos desconhecidos.
Ainda em processo de recuperação, Ricardo passou a interessar-se pelos motivos de sua tragédia pessoal e nas formas de evitar que outras pessoas passassem por esse trauma gigantesco.
Seus estudos sobre o tema incluíram uma ampla pesquisa da motivação da mente criminosa e de todo o sistema penal brasileiro, levando-o a conclusão de que o verdadeiro combate ao crime só pode acontecer de uma forma: evitando que o crime aconteça.
Assim, nascia a ARPR - Associação Reeducar Para Reintegrar, que hoje trabalha para a redução da criminalidade, através do resgate social do egresso do sistema penal.
